
ISAÍAS 1.2-11
V.2:
Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, ó terra, porque o SENHOR disse: Criei filhos e os fiz crescer, mas eles se rebelaram contra mim.
O Profeta Isaias começa o seu registro de seus pronunciamentos ao povo de Judá mostrando a frustração de Deus para com o seu povo. Talvez esta decepção sendo exposta de forma tão clara sensibilizasse aquela nação, mostrando que ele havia falhado em sua conduta para com aquele que durante séculos assistiu àquela nação, desde quando era um grupo tribal, aliás, antes ainda de serem tribos, quando era formado por apenas um clã.
A frustração de Iavé se torna tão visível através de sua reação ao convocar elementos da criação que são seres inanimados para ouvi-lo, não consegue se conter, vai falar a alguém que nada tem a ver com a questão, ele necessita desabafar, precisa falar com alguém para amenizar a sua frustração.Estes elementos, céus e terra, representam todo o universo, Deus quer chamar a atenção de todos para este fato. Ele usa uma comparação um pai dedicado aos filhos que quando os filhos já estão criados, não recebe gratidão da parte deles. Não bastasse não receber o reconhecimento também recebe o abandono. É grande a frustração da parte de Deus.
Assim são as pessoas, quando necessitam de ajuda, de apóio estão lado a lado com seu ajudador. Não havendo mais necessidade de serem ajudados esquecem que foram apoiadas e dão as costas àqueles que as ajudaram. São assim entre elas e também com Deus.
V.3
O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o cocho posto pelo dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não me entende.
Uma parábola aqui é usada por Deus para ilustrar o fato inexplicável, uma tentativa de expor a insensatez, a falta de juízo do povo de Judá. Dois animais irracionais são usados na parábola para mostrar que seres sem capacidade de alguma de discernimento, que não tem inteligência são capazes reconhecer pessoas e lugares e demonstram fidelidade. O que não acontece com Judá, constituída de seres inteligentes e que tinham capacidade de raciocínio. Eles podiam fazer um exame na história e ver que eram um povo especial, um povo privilegiado. Nenhuma outra nação havia recebido tantos favores da parte de Deus. Faltava ao povo judeu o conhecimento de Deus. A ausência de conhecimento de Deus na vida de uma pessoa é um faro trágico. Quando há um pouco de conhecimento de Deus muito significa para a vida do individuo. Para aquela nação foi a sua destruição. Para pessoa destituída do conhecimento de Deus nesta vida conduz a muitos embaraços e uma condenação na eternidade.
O conhecimento de Deus se adquire através de uma vida de comunhão com Deus e principalmente através do estudo da Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Estudando-a diariamente e meditando em seus ensinos leva uma vida equilibrada e livre de muitos embaraços. A falta de conhecimento da Palavra de Deus conduz a dois extremos em relação a espiritualidade. Em uma extremidade a indiferença, as pessoas que não possuem conhecimento da Bíblia ou a ignoram vivem indiferentes em relação a Deus, vivem sem um relacionamento com Deus e até mesmo como se ele não existisse. O outro extremo conduzido pela falta de conhecimento da Palavra de Deus é o fanatismo. Este constituído por pessoas religiosas. Embora tendo exemplares da Bíblia consigo estas pessoas possuem um conhecimento superficial ou distorcido, adotando práticas e doutrinas em nome de Deus que não se encaixam com os ensinos contidos na Palavra de Deus. Todos extremismos são danosos, são maléficos e em se tratando de espiritualidade não é diferente, ambos conduzem a ruína,
V,4
Ah, nação pecadora, povo carregado de maldade, descendência de malfeitores, filhos que praticam a corrupção! deixaram o SENHOR, desprezaram o Santo de Israel, afastaram-se dele.
V.5
Por que seríeis ainda castigados? Por insistis na rebeldia? Toda a cabeça está enferma e todo o coração está fraco.
V.6
Não há coisa alguma sã, desde a planta dos pés até a cabeça; há só feridas, e chagas abertas; não foram espremidas nem atadas nem tratadas com óleo.
V.7
A vossa nação está assolada; as vossas cidades estão queimadas; a vossa terra está sendo invadida por estrangeiros diante de vós e está devastada, como saqueada por estrangeiros.
V.8
Só restou a filha de Sião como a cabana na vinha, como a choupana no pepinal, como cidade sitiada.
V.9
Se o SENHOR dos Exércitos não nos se deixado alguns sobreviventes, seríamos como Sodoma e semelhantes a Gomorra.
V.10
Ouvi a palavra do SENHOR, ó chefes de Sodoma; dai ouvidos à lei do nosso Deus, ó povo de Gomorra.
V.11
O SENHOR pergunta: Para que me trazeis tantos sacrifícios? Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais de engorda. Não me agrado do sangue de novilhos, de cordeiros e de bodes.
12 Quando vindes comparecer diante de mim, quem vos pediu que pisásseis nos meus átrios?
13 Não continueis a trazer oferta inútil; para mim é incenso abominável. Luas novas, sábados e convocações de assembleias; não suporto maldade com solenidade!
14 A minha alma aborrece as vossas luas novas e as vossas festas fixas. Já me são pesadas! Estou cansado de suportá-las!
15 Quando estenderdes as mãos, esconderei os olhos de vós; e, ainda que multipliqueis as orações, não as ouvirei, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.
16 Lavai-vos e purificai-vos; tirai de diante dos meus olhos as vossas obras más; parai de praticar o mal;
17 aprendei a praticar o bem; buscai a justiça, acabai com a opressão, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva.
18 Vinde e raciocinemos, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.
19 Se estiverdes prontos a ouvir, comereis o melhor desta terra;
20 mas se recusardes e fordes rebeldes, sereis destruídos pela espada, pois a boca do SENHOR o disse.
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