quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O EXEMPLO DO MESSIAS



["Mt 3. 7] "'E do céu veio uma voz, que disse.--'Este é o meu filho querido, que me dá muita alegria!"
Nós precisamos de alguns bons exemplos hoje. Infelizmente, nós tendemos a olhar para pessoas como estrelas da música, celebridades, e artistas da TV como nossos exemplos, alguns dos quais são exemplos muito pobres para se seguir. Algumas delas são alcoólatras e viciados em drogas; pessoas cujas vidas não valem à pena imitar. Enquanto elas reivindicam que nunca pediram para ser modelo ou exemplo de vida para ninguém, sua posição e fama fazem com que elas sejam colocadas em um pedestal, mas infelizmente como cantava Cazuza na música ideologia: "meus heróis morreram de overdose". São esses os modelos e os exemplos de vida que o mundo nos oferece. Nós precisamos de bons modelos. As boas notícias são que nós temos um Modelo e um Exemplo de vida para seguir que nunca cometeu um erro, e nunca fracassou. Seu nome é Jesus. EM Mt. 3.13-17 nós encontramos Jesus nos apresentando alguns grandes exemplos para seguir:
I. O exemplo de submissão: A distância entre a Galiléia e o rio Jordão era uma jornada longa para se fazer a pé, e indubitavelmente levou vários dias. Ao fazer essa jornada com a finalidade de ser batizado por João, Jesus demonstrou uma significativa motivação de sua parte, Demonstra um sentimento de firme propósito. O batismo de João era o batismo do arrependimento como vimos na semana passada, mas Jesus não tem nenhuma necessidade de ser batizado porque Ele nunca pecou.
Então por que Jesus sairia de seu caminho para ser batizado? A resposta, eu acredito, é para dar o exemplo. Ele está se submetendo a algo que Ele iria mais tarde exigir de todos os seus discípulos. Se Jesus estava disposto a se submeterão batismo, embora Ele não precisasse, então nós deveríamos estar dispostos a nos submeter ao batismo também. Jesus foi compelido para ser batizado, mas não apenas para ser batizado. Ele foi compelido para ser batizado por João. Ele desejava identificara Si mesmo com o ministério de João. Embora ele fosse maior que João - o próprio João dirá isso a respeito de Jesus no próximo verso -, ainda assim Ele submeteu a Si mesmo ao ministério de João a fim de se conectar com a pessoa que estava preparando o caminho para Ele. A submissão não é baseada em superioridade, mas em projeto divino.
II. O exemplo de humildade:
João declarou no v. 11 que havia Um que estava vindo que era maior que ele mesmo, e agora Aquele de quem ele esteve falando está diante dele pedindo para ser batizado. Você consegue imaginar a cena? João acabou de falar a respeito do Messias e eis que Ele vem ao seu encontro. De fato Mateus nos diz [v. 14]: "João tentou convencê-lo a mudar de ideia, dizendo assim: Eu é que preciso ser batizado por você, e você está querendo que eu o batize?" Essa é uma cena linda dos Evangelhos. O que realmente se destaca aqui é a humildade desses dois homens. Da mesma maneira que a humildade é parte do caráter de Jesus, a humildade também deveria ser parte de nosso caráter. Uma das coisas mais importante que deveríamos ambicionar na vida é a humildade. Ser humildes no modo como olhamos para nós mesmos. Humildes no modo como olhamos para os outros. A humildade é uma característica verdadeiramente Cristã. É baseada no exemplo de Jesus. Ela caracteriza o Cristão quase tanto quanto o amor. A humildade é distintamente Cristã porque é distintamente como Cristo.
III. A recompensa do exemplo:
Os últimos dois versos deste capítulo são uma ilustração incrível do princípio bíblico que diz que Deus abençoa a obediência. Deus não apenas mostra a Sua aprovação a Jesus, mas agora Ele apaga toda dúvida falando audivelmente do céu e testemunhando para todos que estavam lá. Muitos acreditavam naquele tempo que uma voz vinda do céu era o tipo de profecia mais íntima que alguém poderia receber; Jesus tem tanto o testemunho do céu vindo dos lábios de Deus quanto o testemunho da terra vindo dos lábios de João Batista. Se nós formos fiéis, Deus nos abençoará espiritualmente. Se nós formos fiéis, Deus nos recompensará fisicamente. Se nós formos fiéis, Deus nos recompensará financeiramente.
Você segue o exemplo de Jesus? Que tipo de exemplo você está dando para os outros?

Pr. Arlênio Machado 25 04 10

O MESSIAS QUE INFLUENCIA




"Mt. 5.13,14 "Vocês são o sal para a humanidade, Vocês são a luz para o mundo."
Jesus foi uma pessoa de grande influência, não só em Seu tempo na Terra, mas em todas as gerações e culturas posteriores a Ele. Como Seus discípulos, Jesus nos chama para sermos pessoas de influência também. No texto de Mt. 5.13-16 vemos Jesus afirmando que como Seus discípulos nós devemos ser influenciadores e não influenciados. Vejamos o que Ele nos ensina:
I. Nós precisamos ser influentes:
Nos quatro versos que nós examinaremos hoje, Jesus usa uma série de imagens que explica por que é importante que os discípulos devam ser tanto diferentes como ser vistos diferentes. Jesus começa dizendo: [v. 13] "Vocês são o sal para a humanidade." De maneira geral, o sal nos dias de Jesus era muito diferente do sal de mesa que nós temos hoje. O sal de antigamente era adquirido da evaporação da água do mar, e frequentemente continha outros minerais que eram inúteis. Havia várias aplicações diferentes para o sal no mundo antigo. O sal temperava, preservava e purificava os alimentos.
No mundo antigo, o sal era um elemento vital de vida, até mesmo essencial, talvez até tão essencial quanto a água. O que Jesus está tentando nos fazer ver é que nós somos da mesma maneira essenciais para a comunidade em que nós vivemos. É interessante que Jesus diz que nós somos o sal da Terra e não Ele, ou seja, a Igreja é o que ainda está impedindo o mundo de cair no caos completo. Isto é o quão influentes nós somos em nosso mundo. Mas, nós precisamos lembrar do que Jesus diz a seguir [v. 13]: "mas, se o sal perde o gosto, deixa de ser sal e não serve para mais nada. É jogado fora e pisado pelos que passam. "A questão que Jesus está destacando aqui é que se nós pararmos de ser sal, se nós pararmos de ser uma influência positiva em nossa cultura e sociedade, nós nos tornamos desprezíveis. Que benefício há se alguém confessa ser um seguidor de Jesus e não demonstra nenhuma preocupação com o bem-estar espiritual daqueles ao seu redor, ou não está ativamente tentando fazer uma diferença no mundo, ou ainda não se importa que o mundo ao seu redor esteja a caminho do inferno? Na avaliação de Jesus, essa pessoa é desprezível! Nós nunca deveríamos deixar nossa cultura ditar quem nós somos como cristãos ou ainda, que essa mesma sociedade nos ajuste ao seu molde, afinal nós devemos ser diferentes porque fomos transformados pelo poder do Espírito Santo. Você está fazendo uma diferença nesse mundo?
II. Nós somos chamados para iluminar:
Jesus agora se move de uma metáfora para outra. Ele diz [v.14] "Vocês são a luz para o mundo." Onde existe luz, as pessoas podem encontrar seu caminho e tudo é claro; onde existe escuridão as pessoas tropeçam e estão perdidas. Nós podemos perceber novamente que Jesus está se referindo a nós em condições que indicam que somos indispensáveis. A luz ilumina, aquece, e alimenta a vida. Em outras palavras, sem luz nós não poderíamos existir. Agora note o que Jesus diz sobre nós como a fonte de luz [v.14], "Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte." As cidades antigas eram frequentemente construídas de pedra calcária que brilhava à luz do sol e não podiam ser facilmente escondidas. À noite, as luminárias de óleo dos habitantes das cidades espalhavam luz por todo lado. Como essas cidades antigas, nós deveríamos ser facilmente visíveis para aqueles que não têm um relacionamento com Jesus Cristo. Isso não significa que nós deveríamos nos expor de maneira arrogante para o mundo, mas que as pessoas deveriam ser capazes de olhar para nós e reconhecer que nós temos um verdadeiro relacionamento com Jesus, e que esse relacionamento faz uma enorme diferença em nossa vida. Jesus está tentando nos dizer que um verdadeiro discípulo impressiona as pessoas e assim traz glória para o Pai Celestial. A meta do testemunho dos discípulos de Jesus não é que os outros imitem seu estilo de vida, ou aplaudam sua moralidade, mas que reconheçam que a fonte de seu estilo de vida distintivo é o seu Pai que está no céu. Não é para que as pessoas nos reconheçam e aplaudam, mas que elas reconheçam e louvem a Quem nós representamos - Deus. Deixe sua luz brilhar para que o mundo possa ver o bom trabalho de Deus em sua vida e dê glória a Ele. Não tente esconder essa luz e tome cuidado para que ela não se apague. Brilhe, brilhe, brilhe!


Pr. Arlênio Machado 30/05/10

PREPARANDO O CAMINHO DO MESSIAS



Mt. 3.3 A respeito de João, o profeta Isaías tinha escrito o seguinte: "Alguém está gritando no deserto: "Preparem o caminho para o Senhor passar. Abram estradas para ele!""
Um comentarista bíblico disse uma vez que o plano de Deus para José foi esse: Aos trinta, José nunca poderia lidar com uma tarefa de grandeza mundial sem ser orientado por um curso intensivo de gerenciamento. Começou na casa do Potifar, onde ele administrou todos os seus negócios. Continuou na prisão onde ele foi eventualmente responsável por todos os prisioneiros. E treze anos mais tarde, ele foi encarregado de administrar todo o Egito. O piano de Deus para José foi exato. Sua preparação foi feita sob medida para a tarefa que Deus tinha para ele. E porque José passou por cada teste, aprendeu com cada experiência, e aprendeu a confiar mais em Deus, ele estava pronto quando Deus lhe abriu a porta da oportunidade. Ele lidou com o prestígio e o poder sem sucumbir ao orgulho. Ele perseverou com paciência e apresentou-se com fidelidade e com sucesso para cada responsabilidade. Ele estava bem preparado. Se quisermos andar com Jesus também precisamos nos preparar. A primeira vinda de Jesus exigiu a preparação de um profeta chamado João Batista. Hoje, eu quero propor que nós precisamos nos preparar para a Sua segunda vinda.
I. A mensagem de preparação:
O aspecto mais importante de João foi sua mensagem [v.2]: "Arrependam-se dos seus pecados porque o Reino do Céu está perto? A palavra arrepender significa mudar seu estilo de vida como resultado de uma mudança completa de pensamento encontrara e atitude no que se relaciona ao pecado e à justiça. João chamava seus ouvintes não apenas para remediar seus pecados com sacrifícios sem sentido, mas realmente para uma mudança completa de coração, mente, e espírito.
Essa mudança envolve compreensão da necessidade a dor pelo pecado uma decisão de abandonar o pecado e se voltar para Deus, e um estilo de vida obediente. Eles não precisavam apenas admitir seu pecado, mas abandonar o pecado. A razão para sua mensagem era "o Reino do Céu está perto." Eles estavam prestes a encarar o Deus vivo cara a cara, na pessoa de Jesus Cristo, e eles precisavam acertar suas vidas com Ele. Deus não pode tolerar o pecado, e se nós formos nos encontrar cara a cara com Ele precisamos lidar com o pecado em nossas vidas.
II. A sinceridade da preparação
Havia muitas pessoas que vieram ao encontro de João no Jordão, mas ele só balizou aqueles que eram sinceros. O discernimento de João permitiu que ele visse que muitas pessoas vinham a ele por todas as razões erradas. Ele podia ver que muitos eram falsos e também reconhecer que muitos eram verdadeiros e sinceros. A vinda do Reino de Deus ou exigi arrependimento ou traz julgamento. O arrependimento deve ser genuíno: Se nós desejamos escapar da ira vindoura, então nosso estilo de vida inteiro deve estar em harmonia com o que nós dizemos. Eles não podiam dizer uma coisa e fazer outra; Seu arrependimento deve ser genuíno. Nós podemos ser capazes de enganares outros, mas nós não podemos enganar a Deus. Nós podemos ser capazes de esconder nossos pecados dos outro, mas Deus sabe de todas as nossas ações. Eventualmente e surpreendentemente seu pecado encontrará você e o derrubará humilhado com o rosto no chão.
III. A necessidade da preparação
João acrescenta dizendo a respeito de Jesus no v. 12, Com a pá que tem na mão ele vai separar o trigo da palha. “Guardará o trigo no seu depósito, mas queimará a palha no fogo que nunca se apaga." O que ele está dizendo é que Jesus vai separar o justo do injusto. O justo será preservado e o injusto será queimado no inferno. A preparação é necessária porque o julgamento de Deus está chegando. Quando Jesus veio da primeira vez, Ele veio para trazer salvação, mas quando Ele vier pela segunda vez, Ele virá para trazer julgamento. Quando ele veio da primeira vez, Ele veio manso e suave, mas quando Ele vier pela segunda vez, Ele virá para trazer guerra. A preparação é necessária porque o tempo é curto. E a pergunta que mais importa sobre a segunda vinda de Jesus é se nós estamos prontos. Nós estaremos pronto quando Ele vier até nós? Nós estaremos prontos para vê-Lo cara a cara? Nós estaremos prontos para proclamá-Lo como o nosso Rei dos Reis e o Senhor dos Senhores?

Pr. Arlênio Machado 18/04/2010

COMO LIDAR COM A MALEDICÊNCIA



Em 1752, Wesley escreveu um conjunto de regras, a que chamou de "compromissos corporativos", aplicáveis aos relacionamentos na igreja. Li-os recentemente e ainda os acho atuais e úteis.
Por essa época, seu contemporâneo Charles Simeon, escreveu alguns conselhos para ajudar os de sua igreja a lidarem com a maledicência. Também os achei valiosos.
Tomei a liberdade de editá-los, colocando-os como se fosse um decálogo, com o objetivo de nos auxiliar no domínio de nossa língua, esse fogo devorador que traduz o vai na nossa mente. Como ensinou Jesus: "a boca fala do que está cheio o coração" (Mateus 12.34).
Eis, então as regras:

1- Não darei ouvido, nem inquirirei voluntariamente sobre qualquer maledicência concernente a um de nós.

2- Se escutar algo maléfico com respeito a algum de nós, não acreditarei de imediato.

3- Comunicarei o que ouvi o mais breve possível, falando ou escrevendo, à pessoa em referência.

4- Não escreverei, nem direi uma sílaba sequer daquilo que me foi dito a qualquer pessoa, seja ela quem for antes do pleno esclarecimento do assunto. Depois disso, não mencionarei o que for comentado a qualquer pessoa.

5- Ouvirei a menor quantidade possível de coisas prejudiciais aos outros.

6- Não acreditarei em nenhuma delas, até que seja absolutamente forçado.

7- Nunca absorverei o espírito daquele que fala mal de outros e circula essas coisas.

8- Sempre moderarei, no que for possível, a crueldade expressa contra outros.

9- Sempre acreditarei que, se outro fosse ouvido, o assunto seria relatado de maneira bastante diferente.

10- Não abrirei nenhuma exceção a qualquer uma destas regras.

Ponha estas regras (sim, regras), para domar a sua língua (Tiago 3.8), porque, se alguém se considera religioso, mas não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo. Sua religião não tem valor algum! (Tiago 1.26).

Pastoral de, 24/09/2006 da Igreja (Batista de Itacuruçá - RJ. Autoria do pastor Israel Belo de Azevedo.

VAMOS TOMAR POSSE DA TERRA



"Seja forte e corajoso porque você vai comandar este povo quando eles tomarem posse da terra que prometi aos antepassados deles." [Js. 1.9]
A ideia de que havia uma enorme terra a ser possuída deve ter assustado o coração de Josué. Afinal, ele não liderava um poderoso e bem preparado exército, pelo contrário, seu povo era peregrino e não acostumado à guerra. Por outro lado, na terra já havia habitantes preparados para defender com todas as forças suas já bem fortificadas cidades. A conquista da terra de Canaã não foi, de fato, uma conquista humana, Algo sobrenatural e poderoso agiu em prol dos israelitas e nós percebemos claramente isso nas palavras de encorajamento que o Senhor deu ao seu servo. Deus agiu e o povo conquistou todos os termos da promessa feita. Dois fatores foram conjugados para que essa conquista fosse possível: a promessa de Deus e o esforço do povo.
Por um lado vemos Deus agindo baseado na promessa antiga de que Ele mesmo daria ao seu povo uma terra que mana leite e mel, Séculos depois, Deus não havia esquecido Sua promessa e a cumpriu integralmente. Isso nos ensina que quando Deus fala, podemos confiar totalmente em Sua palavra. Suas promessas não estão baseadas em circunstâncias incontroláveis ou em um temperamento instável e volúvel. Absolutamente. Não existem circunstâncias difíceis demais ou fora de controle para Deus. Ele pode todas as coisas em qualquer situação. Nem tão pouco seu temperamento é instável ou não confiável. Ele é digno de toda confiança e o que prometeu cumprirá.
O segundo falar que levou a povo a uma tão bem-sucedida conquista da terra prometida foi seu esforço em agir baseado na palavra de Deus. A promessa feita por Deus sem o esforço do povo seria como ter um carro do último tipo ma garagem sem um motorista habilitado para dirigi-lo. Ou seja, se o povo simplesmente se assentasse e esperasse dos céus que Deus enviasse seus anjos para lutarem por eles estariam no deserto, embora, creio eu, que muitas vezes, os anjos tenham descido para lutarem com eles. Ou seja, a promessa precisa de um veículo para que se cumpra. No caso descrito o povo se disponibilizou para as ferrenhas batalhas que foram travadas. Ou era isso ou deserto como herança. Isso tudo me inspira, para olhar para um novo ano de trabalho de nossa igreja. Temos a promessa de conquistar a terra que interpreto como a conquista de novos corações e novas famílias para o Senhor. A grande questão é será que sairemos em busca desses corações e famílias? Estamos dispostos a nos esforçar para conquistar a terra?

Pastor Arlênio Machado 17/02/2008.

O SENHOR NÃO ME OUVIRÁ



"Se eu atender à iniquidade do meu coração, o Senhor não me ouvirá" Salmo 66.18.

Nunca encontraremos em Deus um motivo para que deixe de nos ouvir. Ele não é como o médico que viajou; como o comerciante que não tem o que buscamos; como o amigo que não está em condições... Não, Deus não é como nenhuma outra pessoa. Se Ele não nos atender, recolhamo-nos ao nosso lugar de oração; com os olhos fechados deixemos a mente percorrer os caminhos por onde ela passou nas últimas horas, todo o dia, os últimos dias, Porque é aí que poderemos encontrar o motivo do seu silêncio. Não quer dizer necessariamente que o servo esteja em pecado; Aprendamos que ele responde: Sim, não, espera: “... e teu Pai, que está em oculto; te recompensará" Mateus 6.18b.
Em Lucas 18. 10 a 14 Jesus adverte a todos sobre o perigo da oração com vaidade, mas enobrece o servo que, em reverência, se inclina para o Senhor em oração.
"Se eu atender a iniquidade do meu coração..." não apenas a oração, mas o louvor não terá aceitação diante de Deus. Buscar, através da oração, a certeza do perdão, é o passo decisivo. "E qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos; porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à sua vista" I João 3.22.
Delphino Eugênio Vieira - 4 de julho de 2004

domingo, 9 de outubro de 2011

A NAÇÃO PECADORA


ISAÍAS 1.2-11

V.2:
Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, ó terra, porque o SENHOR disse: Criei filhos e os fiz crescer, mas eles se rebelaram contra mim.

O Profeta Isaias começa o seu registro de seus pronunciamentos ao povo de Judá mostrando a frustração de Deus para com o seu povo. Talvez esta decepção sendo exposta de forma tão clara sensibilizasse aquela nação, mostrando que ele havia falhado em sua conduta para com aquele que durante séculos assistiu àquela nação, desde quando era um grupo tribal, aliás, antes ainda de serem tribos, quando era formado por apenas um clã.
A frustração de Iavé se torna tão visível através de sua reação ao convocar elementos da criação que são seres inanimados para ouvi-lo, não consegue se conter, vai falar a alguém que nada tem a ver com a questão, ele necessita desabafar, precisa falar com alguém para amenizar a sua frustração.Estes elementos, céus e terra, representam todo o universo, Deus quer chamar a atenção de todos para este fato. Ele usa uma comparação um pai dedicado aos filhos que quando os filhos já estão criados, não recebe gratidão da parte deles. Não bastasse não receber o reconhecimento também recebe o abandono. É grande a frustração da parte de Deus.
Assim são as pessoas, quando necessitam de ajuda, de apóio estão lado a lado com seu ajudador. Não havendo mais necessidade de serem ajudados esquecem que foram apoiadas e dão as costas àqueles que as ajudaram. São assim entre elas e também com Deus.

V.3
O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o cocho posto pelo dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não me entende.

Uma parábola aqui é usada por Deus para ilustrar o fato inexplicável, uma tentativa de expor a insensatez, a falta de juízo do povo de Judá. Dois animais irracionais são usados na parábola para mostrar que seres sem capacidade de alguma de discernimento, que não tem inteligência são capazes reconhecer pessoas e lugares e demonstram fidelidade. O que não acontece com Judá, constituída de seres inteligentes e que tinham capacidade de raciocínio. Eles podiam fazer um exame na história e ver que eram um povo especial, um povo privilegiado. Nenhuma outra nação havia recebido tantos favores da parte de Deus. Faltava ao povo judeu o conhecimento de Deus. A ausência de conhecimento de Deus na vida de uma pessoa é um faro trágico. Quando há um pouco de conhecimento de Deus muito significa para a vida do individuo. Para aquela nação foi a sua destruição. Para pessoa destituída do conhecimento de Deus nesta vida conduz a muitos embaraços e uma condenação na eternidade.
O conhecimento de Deus se adquire através de uma vida de comunhão com Deus e principalmente através do estudo da Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Estudando-a diariamente e meditando em seus ensinos leva uma vida equilibrada e livre de muitos embaraços. A falta de conhecimento da Palavra de Deus conduz a dois extremos em relação a espiritualidade. Em uma extremidade a indiferença, as pessoas que não possuem conhecimento da Bíblia ou a ignoram vivem indiferentes em relação a Deus, vivem sem um relacionamento com Deus e até mesmo como se ele não existisse. O outro extremo conduzido pela falta de conhecimento da Palavra de Deus é o fanatismo. Este constituído por pessoas religiosas. Embora tendo exemplares da Bíblia consigo estas pessoas possuem um conhecimento superficial ou distorcido, adotando práticas e doutrinas em nome de Deus que não se encaixam com os ensinos contidos na Palavra de Deus. Todos extremismos são danosos, são maléficos e em se tratando de espiritualidade não é diferente, ambos conduzem a ruína,
V,4
Ah, nação pecadora, povo carregado de maldade, descendência de malfeitores, filhos que praticam a corrupção! deixaram o SENHOR, desprezaram o Santo de Israel, afastaram-se dele.
V.5
Por que seríeis ainda castigados? Por insistis na rebeldia? Toda a cabeça está enferma e todo o coração está fraco.
V.6
Não há coisa alguma sã, desde a planta dos pés até a cabeça; há só feridas, e chagas abertas; não foram espremidas nem atadas nem tratadas com óleo.
V.7
A vossa nação está assolada; as vossas cidades estão queimadas; a vossa terra está sendo invadida por estrangeiros diante de vós e está devastada, como saqueada por estrangeiros.
V.8
Só restou a filha de Sião como a cabana na vinha, como a choupana no pepinal, como cidade sitiada.
V.9
Se o SENHOR dos Exércitos não nos se deixado alguns sobreviventes, seríamos como Sodoma e semelhantes a Gomorra.
V.10
Ouvi a palavra do SENHOR, ó chefes de Sodoma; dai ouvidos à lei do nosso Deus, ó povo de Gomorra.
V.11
O SENHOR pergunta: Para que me trazeis tantos sacrifícios? Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais de engorda. Não me agrado do sangue de novilhos, de cordeiros e de bodes.
12 Quando vindes comparecer diante de mim, quem vos pediu que pisásseis nos meus átrios?
13 Não continueis a trazer oferta inútil; para mim é incenso abominável. Luas novas, sábados e convocações de assembleias; não suporto maldade com solenidade!
14 A minha alma aborrece as vossas luas novas e as vossas festas fixas. Já me são pesadas! Estou cansado de suportá-las!
15 Quando estenderdes as mãos, esconderei os olhos de vós; e, ainda que multipliqueis as orações, não as ouvirei, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.
16 Lavai-vos e purificai-vos; tirai de diante dos meus olhos as vossas obras más; parai de praticar o mal;
17 aprendei a praticar o bem; buscai a justiça, acabai com a opressão, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva.
18 Vinde e raciocinemos, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.
19 Se estiverdes prontos a ouvir, comereis o melhor desta terra;
20 mas se recusardes e fordes rebeldes, sereis destruídos pela espada, pois a boca do SENHOR o disse.

sábado, 8 de outubro de 2011

REFLEXÕES SOBRE PROFECIAS HUMANAS



SOBRIEDADE NO ENSINO BÍBLICO NUNCA FEZ MAL A NINGUÉM.

Assumi pregar uma série de sermões na minha igreja sobre Cristo no Apocalipse. Não analisaria o livro, mas veria nele os retratos de Cristo. Dispondo de cerca de 25 comentários sobre o Apocalipse e algumas versões bíblicas, julguei ter material suficiente. E tinha. O bastante para me confundir e me deixar perplexo com a facilidade com que as pessoas fazem “profecias”.
Preparei a primeira mensagem, “O cartão de visitas do Cristo glorificado” (1.4-6), e fui para a mensagem no texto de 1.7. O tema seria “Ele vem!”. Um dos livros que usei, embora superficialmente, foi um comentário de Champlin sobre o Novo Testamento. O comentarista remete os leitores a um artigo no volume 1 (o comentário do Apocalipse está no 6), intitulado “A Tradição Profética e a Nossa Era”. E afirma sobre o artigo: “Que a história julgue a veracidade do que é dito aqui. Que o leitor consulte, mas não condene antes do tempo!” (p. 374). Meu exemplar da obra de Champlin está datado de 4.2.1980, quando lecionava na Faculdade Teológica Batista de S. Paulo, apesar de pastor entrado na casa dos 30 anos. Bondade do Dr. Werner Kaschel, que dava oportunidades a jovens. Mas volto ao livro e deixo-me de lado. Passados 22 anos, a história julgou o artigo de Champlin. Pinço trechos de sua obra, sem efetuar qualquer comentário. Faço isto não por ter algo contra o autor, mas para vermos o risco de declarações humanas feitas como se fossem oráculo do Senhor. As citações são do artigo “A Tradição Profética e a Nossa Era”, às páginas 180-
184 do volume 1 de O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo.
Citação 1: “Nossos filhos, se não nós, veremos Israel nacionalmente convertido a Cristo. Dentro dos próximos 35 anos Israel tornar-se-á a poderosa nação cristã ‘missionária’, a mais fanática de todas, substituindo certas nações que agora arcam com a responsabilidade missionária”
Citação 2: “Ezequiel 38 e 39 descrevem a posição da Rússia nos últimos dias (...) Tudo começará com a invasão russa nas terras dos combatentes árabes e judeus (pois esse conflito prosseguirá interminavelmente) e isso provocará o início da Terceira Guerra Mundial (...) Isso terá lugar em algum ponto perto do fim do século XX”.
Citação 3: Falando sobre o anticristo: “Cremos que esse homem já vive, a confiar nas declarações de certos místicos contemporâneos, que se sabe possuírem poderes preditivos (...) É perfeitamente possível, conforme já foi predito por alguns deles, que o anticristo tenha nascido a 5 de fevereiro de 1962. Notemos que esse ‘ano’ é igual a 666 numericamente considerado, pois se adicionarmos 1+9+6+2 = 18, ou seja, três vezes seis (...) No começo da década de 1990 esperamos vê-lo”
Citação 4: Falando sobre a Terceira Guerra Mundial: “Grande terremoto atingirá Israel dando a seus inimigos árabes uma vantagem momentânea do que resultará a invasão das terras de Israel. Perdas imensas terão lugar, em ambos os lados, e isso continuará até cerca de 1988 (...) Por volta do ano 2000, as forças comunistas terão sido isoladas no Oriente Médio”.
Citação 5: “Em meio a esse pior de todos os holocaustos, subitamente se tornará visível no firmamento o sinal do Filho do homem, uma grande cruz luminosa. Jesus será visto corporalmente entre os soldados israelenses, que estarão lutando pela sobrevivência da própria nação, quando estiverem quase perdendo a esperança de que isso será possível. As notícias de que Jesus está conosco se propagarão como um incêndio por todo o Israel. Os homens serão convocados para a vitória. Israel proclamar-se-á uma nação cristã; e tendo sobrevivido tornar-se-á a mais poderosa nação cristã da época”.
Citação 6: Sobre cataclismas: “A geologia revela-nos que por muitas vezes, na história do globo terrestre, seus pólos magnéticos subitamente mudaram de posição, provocando imensos dilúvios destruidores (...) Alguns cientistas predizem que isto pode estar próximo. Isso pode ter algo a ver com a derrubada do anticristo e pode estar associado ao segundo advento de Cristo” (o itálico é meu).
No volume 2, no comentário sobre Lucas 21.9 (p. 202), diz-nos Champlin: “A Terceira e a Quarta Guerras Mundiais, que esperamos para antes de 2025 – a terceira virá antes do fim do nosso século XX – serão guerras atômicas”.
Champlin não está só em profecias assim. Os mais antigos devem lembrar das precipitações sobre o alinhamento dos planetas, em 1982. Lawrence Olson lançou um livro intitulado O Alinhamento dos Planetas. Meu exemplar é da quinta edição, e outras mais foram tiradas. Quanto argumento vazio, mal alinhavado, sem sentido algum! Tudo para provar que Jesus poderia voltar em 1982! E o que dizer de A Agonia do Grande Planeta Terra, de Lindsey, que vendeu uma edição em três meses! Quanta impropriedade, quanta exegese a fórceps, com passagens sacadas do contexto, e fatos históricos mal interpretados! O Mercado Comum Europeu era dado como o Império Romano Redivivo assim que chegasse a dez nações, cumprindo profecias de Daniel e Apocalipse (p. 88) Já são 15 nações, podendo vir a ser 25. Jean-Jacques Servan Schreiber é insinuado como o “fuehrer do futuro”. Na obra Evangélicos em Crise, Paulo Romeiro transcreve uma pregação de Valnice Coelho marcando a volta de Cristo para 2007 (p. 182). Pelo menos ainda nos faltam três anos. Mas impressiona a empáfia com que pregadores fazem afirmações deste tipo.
E, errando, não se desculpam!
Não quero ridicularizar Champlin, Olson, Lindsey e Valnice. Tanto que mantenho comigo a obra de Champlin, consulto-a em alguns textos e ele me elucida porque nem só de equívocos vive uma pessoa. Mas peço a atenção para a falta de seriedade no que se chama de “profecia” e na pompa egomaníaca com que seus autores as proferem. Surpreende-me haver quem leva a sério tais pregadores. Aliás, pelo menos algo de profundo ficou do livro de Lindsey. Uma citação de Demóstenes: “Cremos em qualquer coisa que quisermos”. Deve ter sido por isto que ele escreveu A Agonia...
Como agir diante de profecias feitas por homens? O Antigo Testamento nos dá o fio de prumo para analisarmos os chamados “profetas” de hoje. Diz Deuteronômio 18.21-22: “E, se disseres no teu coração: Como conheceremos qual seja a palavra que o Senhor falou? Quando o profeta falar em nome do Senhor e tal palavra não se cumprir, nem suceder assim, esta é a palavra que o Senhor não falou; com presunção a falou o profeta; não o temerás.”. Se o profeta falar e não se cumprir, a mensagem não é de Deus. Simples, não é? Mas não é tudo.
Se o profeta falar, o que ele disser se cumprir e ele se aproveitar disto para desviar o povo da Palavra, deve ser rejeitado. Diz Deuteronômio 13.1-5: “Se levantar no meio de vós profeta, ou sonhador de sonhos, e vos anunciar um sinal ou prodígio, e suceder o sinal ou prodígio de que vos houver falado, e ele disser: Vamos após outros deuses que nunca conhecestes, e sirvamo-los, não ouvireis as palavras daquele profeta, ou daquele sonhador; porquanto o Senhor vosso Deus vos está provando, para saber se amais o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração e de toda a vossa alma.
Após o Senhor vosso Deus andareis, e a ele temereis; os seus mandamentos guardareis, e a sua voz ouvireis; a ele servireis, e a ele vos apegareis. E aquele profeta, ou aquele sonhador, morrerá, pois falou rebeldia contra o Senhor vosso Deus, que vos tirou da terra do Egito e vos resgatou da casa da servidão, para vos desviar do caminho em que o Senhor vosso Deus vos ordenou que andásseis; assim exterminareis o mal do meio vós.”. Não pugno pelo apedrejamento de falsos profetas. Apenas mostro que em vez de ouvi-los devemos rejeitá-los. O padrão é a Palavra de Deus. Se a temos como autoritativa e revelação completa, fiquemos com ela. Ela nos basta.
Creio que já passou da hora de dar um basta em revelações, profecias, visões, sonhos e interpretações particulares que avultam em nosso meio. É ser muito simplório aceitar a megalomania de pregadores que se dizem “canal especial de Deus para esta geração”. E mais simplório ainda crer nas revelações sempre infundadas de tais canais especiais. Diz Jeremias 23.28.
“O profeta que tem um sonho conte o sonho; e aquele que tem a minha palavra, fale fielmente a minha palavra. Que tem a palha com o trigo? diz o Senhor.”. Por fim, guardemos Isaías 8.20: “A Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca lhes raiará a alva.”.
Precisamos redescobrir a suficiência das Escrituras e também afirmar um princípio hermenêutico: quando a Bíblia é explícita, somos explícitos e falamos. Quando ela se cala, nós não inventamos e nos calamos. Que cessem as comichões nos ouvidos e voltemos ao apego às Escrituras. Elas são a verdade.

E sobriedade no ensino bíblico nunca fez mal a alguém.
Isaltino Gomes Coelho Filho

ISAÍAS, O EVANGELHO NO ANTIGO TESTAMENTO



Numa análise objetiva, falar de Isaías, o Evangelho no Antigo Testamento, parece ser um pouco forçado. Afinal de contas, Ezequiel é bem mais neotestamentário do que Isaías. As doutrinas do arrependimento, da conversão e da responsabilidade pessoal estão mais presentes nele do que no filho de Amoz. E elas fazem parte de nossa herança neotestamentária.
Pode-se alegar que Isaías é o mais messiânico dos profetas. Isso dependerá da ótica que tivermos para com o livro, no tocante ao critério hermenêutico. Asurmendi, em sua obra Isaías 1-39, faz esta pergunta: "Isaías anunciou o Messias?". E ele mesmo responde: "É pouco provável”.
Por incrível que nos pareça, há autores que negam o aspecto messiânico da obra de Isaías. Para eles, tudo que há no profeta e que dizemos ser alusão a Jesus são textos alusivos à casa real de Jerusalém e não deve ser empregado para Jesus. Este uso seria um uso inadequado. Tais autores têm razão ao dizerem isto que alguns textos messiânicos aludem à casa real e não têm razão ao negarem o aspecto messiânico da mensagem do profeta. Restringir os textos, como se fossem apenas documentos narrativos ou descritivos de uma época, é empobrecê-los.
Esta postura têm provocado, óbvio, reação dos exegetas conservadores. Mas, respeitosamente, seus argumentos, em alguns momentos, não me parecem muito felizes. Porque não basta chamar os outros de incrédulos para fazer os argumentos conservadores prevalecerem. E tenho visto muito argumento na seguinte linha: quando o profeta falava, nem ele mesmo sabia do que estava falando. Pensava que estava falando para aquela época, mas falava para tempos futuros. Alguns usam até o desenho de uma onda sonora partindo de um emissor e se dirigindo a dois montes, um pequeno, e atrás, dele, um maior. O pequeno seria a época do profeta e o outro, o posterior, o maior, a nossa época. O texto teria, então, dois sentidos históricos.
Estas interpretações, assim entendo em minha limitação, visam resguardar a inspiração do texto e a aplicabilidade da Bíblia para o nosso tempo, na boa intenção de seus formuladores. Entendo e respeito, mas sem querer ser indelicado, fico pensando se com elas não estamos sendo superficiais na exegese, dando um jeitinho. Assim como rejeito a recusa ao sobrenatural e à inspiração das Escrituras, rejeito a banalidade. Mas emito minha respeitosa discordância porque não entendo profecia e inspiração desta maneira. Esta interpretação, de que o profeta não tinha noção do que estava falando, me faz pensar numa psicografia como os espíritas apregoam. Ora, um dois mais belos aspectos da inspiração é que o escritor bíblico que recebe o sopro do Espírito mantém sua personalidade. Por exemplo: a sensibilidade de Oséias contrasta com o relato duro de Naum. A grandeza literária dos cânticos do Servo Sofredor são diferentes do relato seco das genealogias de Crônicas. Mas se há diferença literária, porque os autores penúltimos, humanos que são, diferem uns dos outros, há uma só inspiração, porque o autor último das Escrituras é o Espírito Santo. Mas eles, os escritores bíblicos, não foram psicógrafos possessos por uma entidade espiritual, e sim pessoas lúcidas que refletiram sobre os eventos de sua época, e que os interpretaram à luz da ação do Espírito de Deus em suas vidas, e que iluminados por ele produziram este fantástico livro, a Bíblia. A teoria dos dois montes e um vale no meio, mostrando a mensagem do profeta para sua época (o monte menor), com um vale, o espaço histórico, e depois o monte maior, nosso tempo, me parece forçada. Vou seguir por outra linha. Desta maneira, desejo deixar, logo de início os itens que passarei a desenvolver.

1. Estabelecendo um critério hermenêutico
2. Apresentando a tipologia
3. Entendendo a ligação casa real e o Messias
4. O evangelho de Isaías.

Com estes tópicos em mente, vamos ao assunto.
1. ESTABELECENDO UM CRITÉRIO HERMENÊUTICO
O estabelecimento do critério hermenêutico começa com nossa declaração não sobre como vamos interpretar o texto, mas sobre o que dizemos do texto. Boa parte da crítica liberal parte deste pressuposto: estava tratando com um texto comum. Um texto histórico, como qualquer outro. Como "A Carta de Pero Vaz de Caminha", por exemplo. Outros mais, nem tanto. O texto bíblico seria apenas um texto mítico e mitológico, expressando uma cultura antiga muito rica, mas nada mais que isto. Nestas linhas, perdeu-se um elemento indispensável à hermenêutica bíblica: o texto é inspirado, é sagrado, tem origem divina. E mais, ainda: tem lições para nossa vida.
Se pensam que isso é chover no molhado ou apenas tentativa de agradar os conservadores, enganam-se. São dois pontos que sigo, a partir daqui. O primeiro: o texto tem que ser respeitado na abordagem, que não pode negar seu valor e seu caráter autoritativo. Interpretar um texto bíblico é tentar assimilar o máximo do seu sentido, mas ele não fica subordinado ao intérprete. Está acima dele. O intérprete pode assimilá-lo, mas é servo do texto e não seu senhor. O segundo: o texto não precisa ser ajudado. Há interpretações pouco honestas que visam tirar os problemas textuais de vista. E dizer que há problemas textuais não é ser liberal ou herege. É ser honesto. Há problemas textuais na Bíblia. Isso não é negá-la ou ser incrédulo. É admirá-la, respeitá-la, vendo-a como um livro tremendamente complexo. Ela traz os pensamentos de Deus. Os problemas podem ser explicados (e são perfeitamente explicáveis) mas nunca devem ser negados ou varridos para baixo do tapete, alegando-se que quem os enuncia é incrédulo. Assim fazendo, perdemos a oportunidade de aprender. E de poder responder ao mundo incrédulo. Por aquilo que disse no livro Isaías, o Evangelho no Antigo Testamento, aceitando um 2º Isaías, por entender que o Emanuel é, em primeiro plano Ezequias, devo dizer, logo de início: creio, de todo coração, na inspiração bíblica. E não há livro que leia mais e que ame mais do que este.
Qual o critério hermenêutico para entender não apenas Isaías, mas textos históricos, como a primeira parte do livro é, acentuadamente? Devemos usar de atenção e cautela, aqui. Há hoje uma pregação maciça no Antigo Testamento, mas, infelizmente, desconsiderando o ensino cristão de que o Novo Testamento é o parâmetro que interpreta o Antigo Testamento. Este tem sido usado sem exegese, apenas como suporte para práticas as mais esdrúxulas possíveis. Como se pode fazer uma boa exegese de um texto histórico? E como tornar algo do passado em algo válido para nós, sem perdermos o senso de respeito pelo texto bíblico? Porque muitas vezes se desrespeita o texto, fazendo-se com que ele diga o que queremos em vez de mostrarmos o que ele está dizendo. Tentaremos mostrar aqui, se não como se pode fazer uma boa exegese, pelo menos como fazer uma que seja razoável, que não violente a Bíblia.
A primeira atitude a tomar é esta: reconhecer que o texto diz respeito a uma época histórica, que orientou um momento histórico., que está enraizado neste momento histórico. Para muitos, interpretar um texto é trazê-lo para nossa época. É um equívoco este procedimento. Pensar e agir assim nos prejudica. A primeira a coisa a se fazer não é trazer o texto para nosso tempo. É ir ao tempo do texto. A boa interpretação de um texto histórico começa com o intérprete indo ao tempo do texto, vestindo aquela roupa, comendo aquela comida, sentindo aquele cheiro. A pergunta não é "O que o texto me diz?", nem a clássica: "O que você acha disto em sua vida?". Isto é tirar a historicidade do texto e interpretá-lo num vácuo. A primeira pergunta é esta: "O que texto queria dizer para seus destinatários de origem?". Isto nos abre os olhos para um equívoco muito comum: a cristianização do Antigo Testamento feita por muitos intérpretes. Ele não foi escrito para cristãos, mas para hebreus. Precisa ser lido com os olhos da cultura hebréia daquela época. Senão, perderemos muito do seu significado.
Por isso que o capítulo "A Forma e A Estrutura do Livro" (páginas 27-41) tem grande valor para se entender Isaías. Não foi escrito para fazer volume. Parêntesis necessários: o estudo de todo e qualquer livro da Bíblia precisa passar por este caminho: como o livro foi estruturado. Em parte porque "ver" a estrutura do livro nos ajuda a entendê-lo. Em parte porque os autores bíblicos comunicaram suas verdades com o conteúdo e também com a forma literária. Se a Juerp lançar meu livro "A Teologia dos Salmos" verão isso mais acentuadamente. Como os autores comunicaram verdades com a forma literária.
Precisamos ter em mente, no estudo do livro de Isaías, que a primeira parte do livro (capítulos 1 a 39) se destina ao Judá ameaçado pela Assíria. E que a segunda parte ( capítulos 40 a 66) se destina ao Judá dominado por Babilônia, em cativeiro. Perguntará alguém: isto quer dizer que o estudo do Antigo Testamento deve ser uma pesquisa arqueológica livresca? E que ele não tem nada a nos dizer, a nós, cristãos, do século 20?
Não se trata disso. Primeiro, vamos ao tempo do texto. Devemos entender o texto com os olhos da época. Depois, vem outra parte. Em segundo lugar, vem a procura de princípios de valor universal para aplicar hoje. Numa exegese bíblica, encontramos princípios de valor relativo, que são princípios de valor temporário, e princípios de valor universal que transcendem tempos e épocas. O bom exegeta sabe ver os dois tipos, mas entende que o primeiro nada acrescenta à vida das pessoas. É curiosidade de gabinete de intelectual desocupado. Por exemplo: se eu me centrasse na indumentária de Isaías, isto nada traria para meu auditório. Na realidade, isto não é nem mesmo um princípio. Mas serve como ilustração: é possível encontrar informações bíblicas que nada acrescentam.
Qual é o primeiro critério hermenêutico para se entender Isaías? Reconhecer que o profeta escreveu para seus contemporâneos. Reconhecer que o livro diz respeito a uma época histórica (ou duas, aceitando-se o 2º Isaías). Que as bases de compreensão do que o texto está dizendo devem ser encontradas no pano de fundo histórico e cultural da época. Não se pode abstrair o livro de sua época de produção. Isaías 1-39 foi escrito para advertir sobre o perigo que era a Assíria e como Iahweh protegeria seu povo. Isaías 40-66 foi escrito para mostrar que o povo cativo na Babilônia seria trazido de volta. Sem isso, nossa interpretação será mais eisegese (por idéia no texto) do que exegese (tirar idéia do texto). A boa interpretação partirá daqui. Devemos fazer ex-egese ( ex, tirar) e não eis-egese ( eis, por).

2. ENTENDENDO A TIPOLOGIA
Gostaria de falar um pouco sobre tipologia. Parece que quebrei a argumentação e entrei em outro assunto. Em parte sim, mas em parte continuo na mesma linha.
É possível verificar, no livro que produzi, que entendo que o Emanuel é uma referência, primeiro, a Ezequias. E também que pelo menos os três primeiros cânticos do Servo Sofredor se referem a Ciro (o 1º cântico, em 42.1-7), a Israel (segundo cântico, em 49.1-9, principalmente o versículo 3), e um personagem desconhecido ou pelo menos, não muito bem identificado (50.4-11). Para Steinmann, este cântico é um violento ataque do profeta contra o paganismo caldeu. Neste caso, o Servo seria o profeta, mesmo. Também entendo assim.
A questão é esta: como aplicamos o conceito de Emanuel e do Servo Sofredor a Jesus? Que "mágica" é esta?
A profecia pode ser verbal, factual, simbólica (manifesta por atos simbólicos) e tipológica. Na realidade, tipológica é um processo que podemos empregar tanto na factual como nos atos simbólicos. Mas vamos explicar cada um.
Profecia verbal é aquela que vem expressa em uma proposição verbal, em sentenças gramaticais: "Assim diz o Senhor" ou "Veio a mim a Palavra do Senhor". Profecia factual é quando um fato histórico, real, é dado como um sinal ou interpretado como uma profecia. A páscoa no Egito é um fato histórico. Aconteceu no tempo e no espaço. Mas é, também, uma profecia da obra de Cristo. A profecia simbólica é aquela em que um símbolo é interpretado como sendo uma profecia. Jeremias vê um oleiro fazendo um vaso. Assim ele entende o trato de Iahweh com Judá. Isaías teve que andar nu e descalço por dois anos (Is 20.2). Não por pobreza, mas como símbolo do cativeiro. Isto é profecia simbólica.
Tipologia é quando um tipo, um personagem histórico, ou um evento histórico, sendo real, é interpretado como tipo de um outro, a suceder. Todos nós já nos acostumamos a falar de José como um tipo de Jesus. Odiado pelos irmãos, vendido por eles, condenado sendo inocente, colocado como inocente entre dois culpados, sendo que um se perde e outro se salva. Sai para receber todo o poder no Egito, e se torna a única esperança para o mundo. Isto é tipologia.
Tipologia é diferente de alegoria, onde a historicidade se perde. Os eventos passam a ser o que o intérprete quer que sejam. Assim vemos o bom samaritano ser Jesus, o homem assaltado passa a ser o pecador, o sacerdote passa a ser a religião, o levita passa ser o regulamento religioso, etc.. O texto deixou de ser o que era. Passou a dizer o que o pregador queria dizer. A alegoria é um processo bastante problemático.
O método rabínico, empregado pelos autores do Novo Testamento, era tipológico. Por isso que Mateus, que escreveu o evangelho para judeus, o emprega muito. Ele usa Oséias 11.1, que alude a Israel no Egito, como se fosse uma profecia da breve permanência de Jesus no Egito. E diz mesmo que foi para que cumprisse o que fora dito pelo profeta (Mt 2.15). Oséias não predisse a ida e volta de Jesus do Egito. Jesus está absolutamente ausente das páginas de Oséias. Então, Mateus errou? Não, Mateus não errou. Usado pelo Espírito Santo, ele empregou o método de raciocínio de seus contemporâneos e interpretou as Escrituras para eles, dentro de sua categoria mental. A revelação se verificou na história, na cultura, e na forma literária da época, também. A tipologia significa ver paralelos entre os eventos, sem tirar sua historicidade. Muito das Escrituras é tipológico ou paralelo. As doze tribos de Israel encontram seu paralelo nos doze apóstolos. Israel passou 40 anos no deserto e pecou, pedindo pão. Jesus passa 40 dias no deserto, é tentado a pedir pão, mas não o faz. Neste paralelismo descobrimos uma verdade teológica: onde Israel falhou, Jesus não falhará. Ele originará a comunidade definitiva, a Igreja, que substituirá Israel. A Igreja não é um acidente. É o projeto final de Deus, do qual Israel era o rascunho.
Neste sentido, entendamos Isaías. Cada rei de Judá, assentado no trono de Jerusalém, mesmo que fosse um pecador inveterado, mesmo que fosse um idólatra empedernido, era um tipo do Grande Rei que é da tribo de Judá, Jesus de Nazaré. Um dos textos mais importantes para se entender a teologia da aliança, no Antigo Testamento, é 2Samuel 7. Davi quer edificar uma casa a Iahweh (v. 2). Iahweh diz que como Davi quis lhe construir casa, ele dará uma casa a Davi (v. 11). A palavra hebraica é beith, que significa casa, lar, morada, dinastia. Por causa disso, Davi teria uma dinastia que nunca acabaria (v. 13). Isto nos ajuda a entender o que está sendo dito em Isaías com o Emanuel: cada rei era um tipo do Grande Rei. A casa de Davi sempre teria alguém no trono. Todos os reis de Judá foram descendentes de Davi. Por isso o Novo Testamento se abre com a ligação de Jesus com Davi (Mt 1.1) e termina afirmando a ligação entre Jesus e Davi (Ap 22.16). Isto é tipologia. Davi é um tipo de Jesus. Cada rei descendente de Davi era um tipo de Jesus. O Salmo 2 é aplicado, em Atos 4.25-26 a Jesus. Calvino vê como um momento histórico vivido por Davi, com aplicação a Jesus. Weiser (no que me parece mais correto), diz que o Salmo 2 foi composto para a entronização de algum rei de Jerusalém, quando da vacância do trono, num momento em que as nações vizinhas começavam a ver a possibilidade de invadir Israel, pela crise oriunda da morte do rei . Mas o texto teve uma aplicação a Jesus. Isto é tipologia. Em Ezequiel, por exemplo, Davi é, claramente, um tipo do Messias: "E eu, o Senhor, serei o seu Deus, e o meu servo Davi será príncipe no meio delas; eu, o Senhor, o disse." (Ez 34.24)
O Emanuel é um tipo de Jesus. O rebento de Jessé é um tipo de Jesus. O Servo Sofredor é um tipo de Jesus. Mas isto não diminui a pessoa de Cristo, como se ele recebesse as sobras das profecias do Antigo Testamento? Não se trata disso. Isto o engrandece porque mostra que Deus estava decidido a cumprir seu plano de trazer o Messias. Cada rei entronizado, cada evento tipologizado era uma prova disso. Era um pré-anúncio disso. E a revelação de Deus nas Escrituras se torna fantástica! O que está escrito na Bíblia não foi acidente! E o Espírito Santo, autor último das Escrituras, fez um trabalho soberbo, com um texto que dizia algo histórico e aludia a algo profético. Fez surgir um texto mostrando algo que era e, ao mesmo tempo, algo que seria. Só mesmo uma mente muito inteligente poderia agir assim.

3.ENTENDENDO A CASA REAL E O MESSIAS
Já andamos um pouco nesta direção quando comentamos 2Samuel 7. Fiquemos mais um pouco aqui. A casa real de Jerusalém é fator indispensável para uma visão messiânica no Antigo Testamento. Isso porque, como dissemos, o rei descendente de Davi era um tipo do Messias, fosse quem fosse. Mesmo que o rei fosse idólatra. Estava ocupando o lugar do futuro Grande Rei descendente de Davi. Por isso, quando a nação esteve em crise, Iahweh ainda ordenou a Isaías que fosse confortar Acaz, dando-lhe um sinal (Is 7.10-11). Não era apenas a pele de Acaz que estava em jogo. Nem apenas a existência de Judá. Estava em jogo o futuro da humanidade. Se a casa real davídica fosse aniquilada, adeus Messias! Esta visão tipológica da casa real, em conexão com o Messias, tem um mérito extraordinário: mostra que por toda a história de Israel e de Judá, Deus estava conduzindo seu propósito histórico. Ele nunca perdeu a direção da História em geral nem mesmo o controle dos eventos, em particular. Isto é tão profundo em Isaías, a direção divina na História, que em 45.3-6, lemos o seguinte: "Dar-te-ei os tesouros das trevas, e as riquezas encobertas, para que saibas que eu sou o Senhor, o Deus de Israel, que te chamo pelo teu nome. Por amor de meu servo Jacó, e de Israel, meu escolhido, eu te chamo pelo teu nome; ponho-te o teu sobrenome, ainda que não me conheças. Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de mim não há Deus; eu te cinjo, ainda que tu não me conheças. Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o Senhor, e não há outro". O texto alude ao que Iahweh estava fazendo através de Ciro. Ciro não conhecia Iahweh, mas este o conhecia. Ele chamou a Ciro, escolheu-o, quando ninguém apostava nele. Quando ainda era desconhecido e insignificante. Ele é o Deus que antevê os eventos e os faz suceder. Por isso, só ele é Deus, e ninguém mais. Como é rico em significado o texto de Isaías 46.1: "Bel se encurva. Nebo se abaixa...". As divindades babilônicas se encurvam e se abaixam diante dos atos de Iahweh na História.
As duas partes de Isaías apresentam uma descontinuidade de tempo, mas uma impressionante continuidade de propósito. Em ambas se vê o Deus que age na História. Na primeira parte, a Assíria não pode ir além do que Iahweh permitiu. Na segunda, o tempo de Babilônia, que Iahweh usou para derrubar a Assíria, passou. Mas o tempo da casa de Davi continuou. Judá continuará. O Messias virá. O plano de Deus nunca cessa.
Neste sentido, três passagens do Novo Testamento devem ser entendidas. A primeira é a que traz a pergunta da comunidade cristã a Jesus, em Atos 1.6: "É neste tempo que restauras o reino a Israel?". Comete-se um equívoco quando se diz que eles não tinham entendido o ministério de Jesus. Eles tinham entendido e muito bem, embora dentro de sua ótica: Jesus era o novo Davi. O trono de Jerusalém, a casa real davídica, voltaria a existir. Este era o maior anseio dos judeus contemporâneos do Salvador.
A segunda passagem que devemos considerar é a palavra de Jesus, em João 18.36: "O meu reino não é deste mundo". Mas lembremos que ela não foi proferida para os discípulos e sim para Pilatos. O que desculpa um pouco os discípulos e aumenta a culpa de Pilatos, porque ele sabia do que Jesus estava falando. Mas fica claro que Jesus fez questão de dissociar seu reino da visão de uma casa davídica secular.
A terceira é a palavra de Bartimeu. Ele foi o primeiro a entender que Jesus era o "filho de Davi" (Mc 10.47). Ser "filho de Abraão" qualquer um podia ser, tanto que João Batista disse que Deus poderia tornar pedras em filhos de Abraão (Mt 3.9). Era o que qualquer judeu dizia a seu próprio respeito, que era filho de Abraão, o originador da nação. Mas filho de Davi, só o Messias o era. Entendemos um pouco mais disto quando lemos em Ezequiel 34.24: "E suscitarei sobre elas um só pastor para as apascentar, o meu servo Davi. Ele as apascentará, e lhes servirá de pastor". O Messias é dado como sendo um novo Davi. Aliás, tenho para mim que foi aqui que Jesus veio se abeberar quando se apresentou como o "bom pastor" (Jo 10.10), e não no Salmo 23, por mais que este nos soe encantador. É que Jesus, em João 10, contrasta-se com o mercenário, que pode ser Satanás ou um falso Messias. Na realidade, trata-se da mesma coisa, pois um falso Messias é um agente satânico. Mas, mais que a figura do Salmo 23, ele queria se mostrar como o Pastor, como o Governante, de Ezequiel 34.24.
Com estas informações, entendemos o valor da casa real de Jerusalém nas profecias de Isaías. Elas dão o subsídio necessário para nossa compreensão do messianismo isaiânico. Uma interpretação tipológica nos amplia os horizontes. Por isso toda a preocupação da primeira parte do livro com a preservação do reinado do desastrado Acaz e da intervenção divina na vida de Ezequias. Por isso toda a ênfase da segunda parte no retorno do cativeiro. A casa real deve voltar a operar.

4. O EVANGELHO EM ISAÍAS
Vamos, agora, a algumas conexões entre Isaías e o evangelho. Poderíamos alistar muitas aqui, sem muito esforço. Mas ficaremos com cinco. Por uma razão: muita coisa já foi dita ao longo do caminho, queremos evitar a repetição, e estas cinco nos parecem ser a espinha dorsal do que queremos mostrar em Isaías.

(1) A primeira conexão entre Isaías e a mensagem do evangelho:
É a presença de Deus na História. Em Êxodo 3.18 lemos: " O Senhor, o Deus dos hebreus, encontrou-nos. Agora, pois, deixa-nos ir caminho de três dias para o deserto para que ofereçamos sacrifícios ao Senhor nosso Deus". O texto mostra Iahweh entrando na história dos hebreus. O resultado foi libertação. Em Isaías 40, Iahweh entra outra vez na história dos hebreus. É o segundo êxodo. Em Jesus, Deus entra mais uma vez na história dos homens. Lemos em João 1.14: "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai". Deus entra na história, mais uma vez. O resultado é, também, libertação. Na primeira entrada de Iahweh na história, Israel surgiu como nação. Na entrada de Iahweh na história, em Jesus, surge a nova nação, a Igreja. E aguardamos a última intervenção dele na História, a que marcará seu regresso para estabelecer seu reino.
(2) Segunda conexão:
Em Isaías, tanto na primeira quanto na segunda parte, a idéia teológica dominante é a de salvação. Este é o tema predominante do Novo Testamento. Salvação é o seu assunto. E não por méritos humanos nem por alianças políticas. Mas como obra da ação divina. É por isso que pregamos para o pecador perdido dizendo que ele não precisa fazer nada para ser salvo, porque Cristo já fez. Ele precisa apenas aceitar o que foi feito. Acaz recusou a ação divina e preferiu confiar em alianças humanas. Síndrome do pecador: prefere confiar em homens do que em Deus. Mas a Igreja anuncia que a salvação é obra de Deus, na pessoa de Jesus. E que fora dele há apenas desilusão.

(3) Terceira conexão:
A visão messiânica de Isaías é profundamente correta. A única esperança de paz, de um mundo novo, sem guerras, está na aceitação humana do governo do Messias. Nem força militar nem conluios e alianças política podem operar a paz mundial. Na realidade, aumentam-na. Xalom, paz, em hebraico, é um dos mais grandiosos dons do Messias. Não significa apenas ausência de conflitos ou cessação de guerras. Significa uma completude, uma integralidade, uma ausência de brechas e de fraturas. Uma vida ideal. Que só é possível no Messias. Isaías, em momento algum, acenou com a possibilidade de paz por intervenção humana. Na segunda parte do livro, quando Ciro aparece como o libertador, ele é apenas um instrumento, porque quem liberta é Iahweh. Isto é o evangelho. Só em Deus, só na pessoa de Jesus é que podemos ter xalom, integralidade. Por isso Jesus disse à Igreja: "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou..."

(4) Quarta conexão:
Uma nota profundamente agradável: Consolai, consolai o meu povo, diz Iahweh, em Isaías 40.1. O Espírito Santo, nas palavras de Jesus, é chamado de Consolador. Mas não é um Consolador, nem o Consolador, mas outro Consolador. O grego é allós, da mesma essência, da mesma natureza. Porque Jesus já é o Consolador. Porque ele e o Espírito Santo são um, assim como ele e o Pai são um. Devemos nos recordar do que lemos sobre Simeão, pouco antes dele receber o menino Jesus em seus braços: "Ora, havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem, justo e temente a Deus, esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele"(Lc 2.25). O evangelho de Isaías anuncia que Deus quer seu povo consolado e que esta consolação só é possível por meio de Jesus.

(5) Quinta conexão:
O triunfo final do povo de Deus. Em Isaías, na primeira parte, a Assíria foi destroçada. Na segunda parte, a poderosa Babilônia tem os seus dias contados. E foi destroçada. Na primeira parte do livro, o exército assírio foi destroçado de modo sobrenatural. Na segunda parte, o livramento veio de modo natural, através de um decreto de Ciro. Deus age como quer, quando quer, usa quem quer, quando quer. E não deve nada a ninguém por isso. Lemos em 40.13-15: "Quem guiou o Espírito do Senhor, ou, como seu conselheiro o ensinou? Com quem tomou ele conselho, para que lhe desse entendimento, e quem lhe mostrou a vereda do juízo? quem lhe ensinou conhecimento, e lhe mostrou o caminho de entendimento? Eis que as nações são consideradas por ele como a gota dum balde, e como o pó miúdo das balanças; eis que ele levanta as ilhas como a uma coisa pequeníssima.". Ninguém lhe ensina nada. Aliás, com isso, deveríamos ser mais abertos e mais submissos a ele, no que ele faz na História. Ele é surpreendente e poucas vezes é repetitivo. É criativo e sempre original. Mas o que interessa aqui é que ele vocacionou seu povo para a vitória. Esta vocação de grandeza a Igreja de Jesus nunca pode perder de vista. Sonhos pequenos, visão limitada, falta de arrojo, comodismo, todas essas coisas são incompatíveis com o Deus de Isaías, que é o nosso Deus.
Por isso, ao Deus de Isaías, que é o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, e Nosso Pai, rendemos glória e damos graças. Ele é o Deus de toda consolação, o Deus que salva seu povo e que o conduz mesmo nos momentos mais tristes e difíceis da História.

Estudo de autoria do Pastor Isaltino Gomes Coelho Filho

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

RECONHECE-O





"Reconhece-o em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas" (Pv. 3.6)

Todos nós precisamos ter na memória este texto de Provérbios 3.6. Tendo-o na lembrança, exercitemos a nossa fé, tomando-o em consideração, nos diferentes momentos de nossa vida, mui especialmente naqueles em que decisões importantes terão que ser tomadas.
A proposta do texto é por demais importante. Ele está nos dizendo que se levamos Deus em conta em todas as nossas decisões, aquelas decisões nas quais houvemos errado Ele vai corrigir o erro, evitando que soframos suas tristes consequências. Se traçarmos uma rota enganosa para os nossos próprios pés, Ele vai corrigir aquela rota. Ele que vê os planos sendo formulados em nosso íntimo e vá também as suas consequências finais, tendo sido consultado, tendo sido buscado há de se compadecer de nós, não permitindo que tomemos um rumo que fatalmente nos leve a um fracasso. Podemos não entender porque as coisas se mudaram em determinado momento, mas à medida que elas forem se concretizando, teremos a plena certeza de que Deus esteve agindo em nossa defesa.
Quando o moço, na sua juventude, olha para uma jovem e gosta dela á primeira vista, e logo se lembra de que deve consultar a Deus sobre esse assunto, um frio corre o seu corpo, ao pensar: e se Deus disser não, quando o coração já se inclinou naquela direção? Isto lhe acontecendo, você vindo a se encontrar numa situação assim, deixa-lhe dizer: Que tranquilidade, é ver os anos se passarem e o próprio tempo confirmando que Deus aprovou e abençoou aquela escolha. Que Deus, silenciosamente, fez a escolha por nós.
Alguma coisa pode encher os nossos olhos agora, e logo depois encher a nossa paciência; terá sido escolha nossa. A escolha feita por Deus encherá os nossos olhos em um primeiro momento e encherá o nosso coração nos momentos seguintes e nunca perderá a atração que um dia exerceu sobre nós.
Esta passagem bíblica põe diante de nós um princípio que o cristão não pode deixar de lado. Primeiro porque seria uma falha em seu relacionamento com Deus e segundo, porque seria correr o risco multo perigoso.

Pastoral publicada no boletim da Terceira Igreja Batista em Itaperuna em 19 de Setembro de 1999, de autoria do Pastor Delphino Eugênio Vieira.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

UM CONVITE AO DESCANSO






"Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas. Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça por amor do teu nome." (RC) Salmo 23.1-3

Começamos na semana passada a série de mensagens "Seguro nos Braços do Pastor", baseada no Salmo 23. Vimos o verso 1 que : "O Senhor é o meu pastor, nada me faltará" e aprendemos que quem tem o pastor, tem tudo. Vamos continuar observando as palavras de Davi e focaremos nos versículos 2 e 3 que estão escritos acima.

1. Guiado pelo pastor –
Quero chamar sua atenção para uma repetição de palavras neste texto: "guia-me". Sempre que você ler um texto na Bíblia e perceber que existem palavras repetidas, fique atento porque Deus está querendo chamar sua atenção para alguma coisa. Guiar significa acompanhar alguém para lhe mostrar o caminho; ir à frente. Davi sabia a diferença que fazia na vida de suas ovelhas quando ele as guiava e pediu ao seu Pastor que o guiasse e repetiu isso, dando maior importância a esta ideia no texto. Ter Jesus como pastor, significa tê-lo andando conosco, nos mostrando o caminho em que devemos andar. Quando nos colocamos na posição de ovelhas e assim como Davi, reconhecemos que não sabemos andar sozinhos, o pastor Jesus nos guia. Ele vai à nossa frente, prepara o caminho e nos protege dos perigos do caminho.
Você não saberá detalhes sobre o seu futuro, mas terá a garantia que o pastor Jesus sabe de tudo e é Ele quem vai à frente guiando você. Você só precisa dar um passo de cada vez na certeza de que ele está o conduzindo, o guiando.

2. Diminuindo o Ritmo –
"Deitar-me faz em verdes pastos...". Quando eu penso em pastos verdes eu penso em paz, em sossego, em descanso e o texto não deixa dúvidas de que Davi estava falando sobre descanso por que diz; "Deitar-me". Pastos verdes era a cama preferida das ovelhas. Mas você sabia que pastos verdes não era algo muito comum onde Davi vivia? Davi vivia na região da Judéia e lá não era comum encontrar pastos verdes por causa da qualidade do solo. Quando uma ovelha tinha uma grama verde para descansar isso significava que o pastor havia passado bastante tempo irrigando a terra, tirando galhos e preparando o ambiente.
Quando Davi diz: "Deitar-me faz em verdes pastos" ele estava falando sobre um lugar de descanso preparado pelo próprio pastor para as ovelhas. Vivemos em um mundo agitado, apressado, cheio de compromissos. Mas não fomos criados para viver nesse ritmo desenfreado. Todos nós precisamos de descanso, mas por causa dos problemas da vida, os pastos verdes tornam-se raros. Precisamos que Jesus prepare para nós um lugar para descansar no meio de nossos problemas. O Senhor tem um lugar de descanso para nós, mesmo em meio a nossas aflições e pressões do dia a dia. “... guia-me mansamente a águas tranquilas" - Davi está pedindo que o pastor o guie a águas tranquilas e antes disso ele queria deitar-se em pastos verdes. Estamos falando de um convite ao descanso; Davi não estava com pressa! Ele queria ser guiado calmamente. "Águas tranquilas" também nos leva à pensar em diminuir o ritmo para saciar nossa sede espiritual em Deus.

3. No Caminho Certo –
"Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome." A palavra refrigério significa - alívio; tranquilidade; conforto. Mas, também significa sensação agradável produzida pelo frescor. Davi pede alívio para sua própria alma. Ter o Senhor como pastor significa também tê-lo acalmando o seu coração e dando alivio para você, mesmo em tempos difíceis. Receber alívio para a alma nem sempre significa ter um problema solucionado, mas significa encontrar refúgio, força e paz em Deus apesar dos problemas. É como se Deus nos tirasse por alguns momentos da aflição e colocasse alivio em nosso coração, mesmo com tudo agitado ao nosso redor, “... guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome."- Davi queria seguir o caminho correio, agradável ao seu pastor. Ele não queria errar. Ele usa o nome de Deus como garantia de que será cuidado pelo Senhor. Hoje o nosso Pastor nos convida a diminuir o ritmo e descansar nele. Se ele vai à frente, Ele determina a velocidade e o percurso. Confie completamente sua vida a Ele.
"Você não saberá detalhes sobre o seu futuro, você só precisa dar um passo de cada vez na certeza de que Ele está te conduzindo, te guiando.

Pastoral publicada no boletim da Segunda Igreja Batista em Itaperuna, autoria de Kamila Ladeira, em 12 de junho de 2011.

TRÊS ENGANOS EM RELAÇÃO AOS JOVENS



Primeiro engano: "Os jovens são mais visados pelo diabo".
O jovem é visado pelo diabo, mas não o mais visado. Segundo o apóstolo Pedro, o diabo anda ao redor, buscando a quem possa tragar.
O jovem deve ficar alerta. O diabo é inimigo, anda ao redor, como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar.
O jovem deve resistir ao diabo, permanecendo firme na fé, sabendo que os irmãos, em todo o mundo estão passando pelos mesmos sofrimentos. (l Pedro 5.8- 9)
Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes e a Palavra de Deus permanece em vós, e já venceste o maligno. (I João 2.14)

Segundo engano: "É mais difícil ser jovem crente nos dias atuais do que antigamente". Quem pensa assim está querendo dizer, que antigamente era mais fácil ser jovem crente do que hoje em dia. Dificuldades sempre existiram, existem e sempre existirão.
Para qualquer pessoa e em qualquer época, a vida não é só flor, mas é espinho também. O que cada um deve fazer é colocar os pés ao chão e a mente em Deus e não ficar "viajando", fugindo às suas responsabilidades.
É indispensável que o jovem permaneça na Palavra de Deus e a Palavra de Deus permaneça no jovem.
A dificuldade existe em qualquer fase da vida e não apenas atualmente. É bem verdade que a quantidade de instrumentos para a queda hoje em dia é muito grande, contudo, a quantidade de instrumentos para a edificação do jovem é muito maior.

Terceiro engano: "Os jovens caem mais em tentações, porque possuem menos experiência".
Em todos os tempos jovens caíram em tentação e jovens venceram tentações.
Temos o exemplo de José do Egito. Pelo fato de ter tido o coração cheio do temor de Deus, venceu a tentação em relação à mulher de Potifar e venceu muitas injustiças e crueldades.
Por um lado, encontramos jovens sem experiência caindo em laços, mas também encontramos jovens, com muita sabedoria no viver diário.
Não traz nenhum proveito para a pessoa ficar com choradeira, reclamando de dificuldades e fazendo-se de vítima, com pena de si mesma. Precisamos buscar a graça de Deus e nos humilhar diante de Deus, pois necessitamos da misericórdia de Deus. Sem Jesus nada podemos fazer.

Pastor Walber Fernandes da Silva
Pastoral da Terceira Igreja Batista em Itaperuna, de 09 de agosto de 2009

EXISTE UMA SAÍDA

EXISTE UMA SAÍDA

Por mais de uma vez nas cartas do apóstolo Paulo, encontramos que há vitória para nós por meio de Jesus Cristo.

No capítulo 7 da carta aos Romanos, ele trata do assunto da luta contra o pecado que todos nós travamos. Mas ele termina o capítulo 7 mostrando que, por meio de Jesus Cristo, existe uma saída.
Na verdade, em Jesus há solução para tudo, se tão somente, aguardarmos o tempo de Deus e nos humilharmos diante daquilo que Deus queira decidir.
Nós precisamos nos enquadrar dentro da vontade de Deus, e não Deus se enquadrar dentro da nossa vontade.
Não devemos nos desesperar com as lutas, pois existe uma saída para nós por meio de Jesus Cristo.
O crente em Jesus tem uma fé alicerçada na Palavra de Deus e sabe que nada pode nos separar do amor de Deus.
O crente em Jesus tem "certeza do amor de Deus agora e daqui para frente".
O crente em Jesus sabe que "em todo universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus. que é nosso por melo de Jesus Cristo o nosso Senhor".
O crente em Jesus sabe que "aquilo que esteja nos perturbando, agora, é algo momentâneo que vai passar e ainda será transformado em benção para nós.
O crente em Jesus sabe que existe uma saída e a saída é Jesus Cristo.

Pastor Walber Fernandes da Silva
Pastoral da Terceira Igreja Batista em Itaperuna, de 03 de dezembro de 2010

terça-feira, 27 de setembro de 2011


PLANTADOS NA CASA DO SENHOR

Os que estão plantados na casa do Senhor, "florescerão nos átrios do nosso Deus. SI 92.13.
O Salmo fala de longevidade, de formosura, de utilidade, referindo-se aos que servem ao Senhor; e o salmista termina, no verso 15, dizendo que Deus proporciona essas bênçãos, para os seus servos "anunciarem que o Senhor é reto. Ele é a minha rocha, e nele não há injustiça*.
Os que estão plantados na casa do Senhor são membros da família da fé. São os que sustentam a Causa do Senhor Jesus, Seu Evangelho, Sua Igreja, como as colunas sustentam grandes Edifícios. Como os ribeiros do Salmo 1° sustentam com vida e beleza as árvores plantadas às suas margens, assim os que perseveram na fé, servindo a Deus com fidelidade, podem mostrar a todos que "Compensa servir a Jesus, mais e mais".
Os que se empenham no serviço do Rei, andam às vezes, por caminhos que os olhos humanos não podem ver, nem são aprovados à luz da razão, porém os olhos da alma podem ver, no fundo do Rio Jordão, um caminho por onde o povo vai passar, no momento em que o rio, ainda está cheio e suas águas pesadas cobrem as ribanceiras.
Só os olhos da alma podem ver o caminho que nos leva na direção do futuro e o salvo de deleita e anda nele rumando para um futuro de glória garantida por Deus aos seus servos.
Qual o servo de Deus que, em algum momento de sua vida, ainda não experimentou o caminho apertado de Mateus 7.14, tornar-se num caminho mais apertado ainda! Mas os pés do servo fiel não erram a trilha, a qual é real ao seu coração, mais que a realidade daquela linha que não podemos ver, que tem uma extremidade presa à mão do menino, e a outra, prende o papagaio (pipa) lá nas alturas,
"Cristo é real pra mim. Cristo é real pra mim. Ele vive em meu ser, sua paz posso ter; sim. Cristo é real pra mim".

Pr. Delphino Eugênio Vieira
Pastoral da Terceira Igreja Batista em Itaperuna, em 03 de Fevereiro de 2002

A REALIDADE DO INFERNO

A REALIDADE DO INFERNO

"ali, haverá pranto e ranger de dentes." Mateus 8.12b RC
Como é o inferno? Embora essa pergunta pareça forte e muitas pessoas até desviam seus pensamentos desse assunto, essa é uma questão da qual a Bíblia não faz mistérios. Na verdade, a Bíblia até fala mais do inferno do que propriamente do céu. Contudo, imaginar a realidade do inferno è um exercício difícil, pois nem de longe podemos conceber um lugar como esse. Entretanto, é importante também lembrar porque o inferno existe e eu vejo pelo menos duas grandes razões. A primeira é por causa do pecado e da existência do mal. Nós vivemos em um mundo mal e pecaminoso e deve haver um lugar para onde todo esse mal deverá ser banido na eternidade. A própria Bíblia diz que o céu é um lugar perfeito, portanto o pecado e mal não podem, entrar lá e foi para isso que o inferno foi criado. Uma segunda razão para a existência do inferno é porque Deus é justo e santo e isso significa que Ele sempre faz a coisa certa. A Bíblia diz que um dia Deus abrirá todos os livros e julgará todas as pessoas por seus atos. Será um dia de grande prestação de contas e o inferno será o lugar para onde serão condenados os maus e injustos.
Mas ainda fica a questão de corno é o inferno. Se pensarmos que o inferno ê um lugar de total ausência de Deus então podemos entender como ele será, mas isso nem sempre é um exercício fácil porque desde que nascemos vivemos em mundo em que a presença de Deus é constante. Até os injustos e maus recebem as dádivas e bênçãos de Deus enquanto estão sobre esse mundo. Mas imagine que o inferno seja o oposto da presença de Deus. Lá haverá solidão não veremos ninguém, não teremos nenhum tipo de relacionamento. Imagine como se pune um presidiário infrator das regras da penitenciaria: coloca-se a pessoa em, uma cela solitária, ou seja, a solidão é uma tortura horrível No inferno haverá trevas, choro, angústia, medo, vazio. Muitos imaginam o inferno corno sendo o reino de Satanás e que ele e seus demônios estarão lá para torturar as pessoas. Não é verdade, o inferno não é um reino onde Satanás reinará absoluto e soberano, O inferno também, é o lugar de sofrimento para Satanás. .
Embora seja difícil imaginar como o inferno é, devemos ter muito claro em nossa mente como se livrar do inferno. Podemos resumir isso era 4 palavras ou frases: primeiro, eu admito que preciso de um Salvador. Sem Jesus Cristo como meu Salvador, estou irremediavelmente condenado ao inferno. Segundo, eu confesso Jesus Cristo como Senhor de minha vida. Ê Ele quem dá as ordens agora. Terceiro, eu me comprometo em cumprir todo o propósito de Deus para minha vida. E anuncio esse compromisso publicamente através do meu batismo e me unindo a uma Igreja bíblica. Quarto e último, eu dependo das promessas de Deus. Ele prometeu que serei salvo, eu creio e vivo na dependência dessa promessa. Acredite, o inferna é um lugar real e terrível e que você não desejará comprovar isso com seus próprios olhos.

Pr. Arlênio Machado
Pastoral da SEGUNDA IGREJA BATISTA EM ITAPERUNA, de 06/O7/2008.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

UM MAL OCULTO REPRESENTA UM PERIGO MAIOR



O MAL OCULTO REPRESENTA UM PERIGO MAIOR

Nos Estados Unidos, um garoto foi encontrado morto no meio de um laranjal. Após exames ficou descoberto que ele morreu envenenado pelo agrotóxico que estava na casca da laranja que ele descascou com os dentes.
Recentemente, lemos em um Jornal de Missões sobre a alegria de um africano e a foto o mostrava dentro do rio, juntamente com o pastor para o seu batismo. Ele declarou que apesar de haver perdido uma perna, pisando um terreno minado, estava contente por estar com vida, porque em casos assim, disse, o corpo da pessoa fica em pedaços.
O Salmo 36.4 fala daquele que "Maquina o mal na sua cama; põe-se em caminho que não é bom; e não se desprende do mal." Em Mateus 15.19 Jesus diz: "Porque do coração procedem os maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias" e o ser humano é contaminado por estas coisas, continua no verso vinte.
Em Josué cap. 8 os israelitas vão de encontro à cidade de Aí, mas retornam como que fugindo e o exército de Aí os persegue, mas era uma emboscada e o exército de Israel destruiu a cidade de Aí. Pode acontecer ao servo de Deus ser atraído a se afastar do convívio dos seus irmãos, mas será, com certeza uma emboscada com a finalidade de destruir a sua vida cristã. E preciso muito cuidado porque as ciladas são sutis.
Uma mina pode arrancar uma perna, deixando sua vítima com vida; o agrotóxico numa fruta pode tirar a vida de uma pessoa. Será muito maior o preço a ser pago por aquele que cair na cilada do maligno.
Se o crente for levado a se afastar de sua vida de oração, de sua vida de leitura da Bíblia, sem muito esforço será seduzido a se afastar de sua Igreja e o esfriamento espiritual fará com que ele não tenha alegria para viver feliz.
Mantenha seus momentos diários de oração, de leitura da Palavra de Deus e seja você, o ocupante do seu lugar lá no templo, onde os salvos estão juntos, adorando a Deus e estudando a sua Palavra.

Pastoral da Terceira Igreja Batista em Itaperuna, de 14 de Novembro de 1999.
Autoria do Pastor Delphino Eugênio Vieira.

PASTOR DELPHINO EUGÊNIO VIEIRA - PASTORAIS DA TIBI


A PREEMINÊNCIA DO AMOR

O amor viaja por uma estrada longa, toda adornada pelas mais preciosas e lindas flores! Porém o viajante não escapa dos espinhos, os mais doridos. Paulo diz que a sua capacidade de falar as línguas dos homens e dos anjos seria anulada se em seu coração não houvesse amor. Ainda que tivesse uma tão grande fé que fosse capaz de transportar montes, seria como nada, se não tivesse amor. Se tivesse uma fortuna e a distribuísse para o sustento dos pobres, se não fosse movido pelo amor, mesmo os necessitados sendo saciados, ele não teria nenhum proveito; não haveria gozo na sua alma, alegria no seu coração; apenas a satisfação de uma vaidade. Continua Paulo, que o amor é sofredor e é despido de inveja. Busca primeiro suprir a necessidade do semelhante; não tem prazer na injustiça e sim na verdade. "Tudo SOFRE, tudo CRÊ, tudo ESPERA, tudo SUPORTA". Trair um amor sincero é um ato de loucura.
O amor do esposo pela esposa e filhos o leva a trabalhar, suar a camisa para trazer o sustento para casa; e o amor da esposa pelo esposo a leva a se desdobrar em inúmeras atividades, no lar, durante o dia, e a si mesma se preparar para que o esposo se sinta feliz, ao retornar no final do dia.
O amor de um jovem o fará suportar muitas coisas peia felicidade da jovem que ocupa um lugar especial em seu coração. Se alguma coisa a entristecer ele também será entristecido; mas a felicidade dela faz o seu próprio coração feliz. São recompensas que o amor colhe e que por ele mesmo foram plantadas.
A maior das recompensas está ligada ao amor na sua expressão maior que é o amor do Senhor Jesus dedicado a nós; e assim se expressa em Tiago 1:12 "Feliz o jovem que suporta a tentação; por que quando for provado, (testado), receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam".
Itaperuna, 31 de Outubro de 1999
Pr. Delphino Eugênio Vieira

domingo, 11 de setembro de 2011

NÃO DEIXEM DE LADO A PRÁTICA DE BENDIZER OS QUE VOS MALDIZEM.


No livro de Tiago 4.11 encontramos: Irmãos, não faleis mal uns dos outros. O Senhor Jesus no Evangelho de Mateus 5.44 nos ensina a falar bem daquela pessoa que fala mal de nós.
Parece um ensinamento para lá de estranho. Na verdade, os ensinamentos de Jesus são sempre estranhos, quando comparados aos ensinamentos da sociedade em que vivemos.
A inclinação humana é para pagar o mal com o mal. Se alguém falou mal de nós, devemos, segundo as ideias da sociedade, fazer o mesmo,
Jesus, contudo, nos manda falar bem das pessoas que por algum motivo estejam falando contra nós.
Jesus não quer que paguemos o mal com o mal. Jesus não quer que lancemos mão da arma da vingança. Ele quer que paguemos o mal com o bem.
Tudo quanto Jesus ensinou é certo, ainda que eu não entenda. Os ensinamentos de Jesus vão além de nosso entendimento.
Nós temos o direito de confrontar, em amor, aquele que falou mal de nós, mas sem falar mal dele, porque assim a situação só piora.
Jesus nos ensina que, se teu irmão pecar contra ti, vá ao teu irmão.
Precisamos exercitar o bendizer os que nos maldizem. Por nós mesmos, não conseguiremos, mas peia graça de Deus é plenamente possível.
Pr. Walber Fernandes da Silva
Pastoral publicada no boletim do dia 11/09/2011

domingo, 4 de setembro de 2011

NÃO DEIXE DE LADO A MEDITAÇÃO NA PALAVRA DE DEUS


Meditar na Palavra de Deus significa contemplar, considerar ou pensar demoradamente. Feliz é aquele que procura aprender e colocar em prática a meditação no Livro Sagrado.
Deus conserva em perfeita paz, aquele cuja mente está firme Nele.
O Senhor Deus deu a seguinte ordem ao seu servo Josué, sucessor de Moisés: Não se aparte da tua boca o Livro desta lei, antes medita nele dia e noite (Josué 1.8).
Josué deveria, não apenas falar a respeito da Palavra de Deus, mas ele deveria meditar na Palavra de Deus, todos os dias e todas as noites. No Salmo 119.97 está registrado: Como eu amo a Tua Lei! Penso nela todo o dia.
Meditar na Palavra de Deus limpa os nossos pensamentos, consequentemente modifica a nossa conduta.
Mudando nosso modo de pensar, muda também nosso jeito de ser.
Amado leitor, comece a praticar a meditação na Palavra de Deus. Comece com poucos minutos cada dia. Escolha um verso da Bíblia, coloque-o em sua mente e comece a pensar sobre ele.
Paulo afirmou: Nós temos a mente de Cristo. Leia e medite no que Paulo escreveu em Colossenses 3.12 e na carta aos Filipenses 4.6.
Não deixe de lado a meditação na Palavra de Deus. Comece ainda hoje e você verá quanta mudança acontecerá em sua vida.
Feliz é a pessoa que tem o seu prazer na Lei do Senhor e na Sua Lei medita de dia e de noite (Salmo 1.2).

Pastoral publicada no boletim da Terceira Igreja Batista em Itaperuna-RJ do dia 04/09/2011.
Autor: Pr. Walber Fernandes da Silva

terça-feira, 23 de agosto de 2011

NÃO DEIXE LADO A SABEDORIA DE DEUS.



A palavra sabedoria pode ser encontrada na Bíblia por mais de 2OO vezes. Segundo Rick Warren, sabedoria é viver a vida da perspectiva de Deus, olhar a situação do ponto de vista dele.
Ele continua afirmando e, dessa perspectiva, chega a três importantes conclusões:

1) Sou apenas humano: não sou Deus. Naturalmente Deus sabe disso. Mas quer que eu também o saiba Não sou perfeito e não estou no contro¬le. Sou apenas humano.

2) Além disso, ninguém mais é perfeito, por isso não devo me surpreender ou ficar exces¬sivamente aborrecido quando as pessoas cometem erros ou me decepcionar.

3) Deus está no controle, e pode usar as situações, as irritações e os problemas que penetram em minha vida para realizar os seus propósitos para mira

Na carta de Tiago encontramos que se alguém tem falta de sabedoria, deve pedir ao Senhor Deus.
O Senhor Deus nos proporciona a capacidade para en¬frentarmos as situações da vida com sabedoria.
Para ser sábio é preciso primeiro temer a Deus, o Se¬nhor. Prov. 1:7( O temor do Senhor é princípio do conhecimento. Os insensatos, porém desprezam a sabedoria e a instrução). Alguns versos no Livro dos Provérbios nos ensinam sobre o ser sábio ou sobre a sabedoria

1 - Se você é sábio, controle a sua língua. Prov. 10:19
“Nas muitas palavras não faltam transgressão, mas o que controla seus lábios é sensato.”

2 - Quem é sábio, procura aprender. Prov. 15:14
“O coração do inteligente busca o conhecimento, mas boca dos tolos sacia-se com tolices.”

3 - O sábio permanece calmo. Prov. 14:17
“Quem se irrita com facilidade cometerá erros, mas o homemdiscreto é paciente.”

4 - Quem aumenta o número de amigos é sábio. Prov, 11:30
“O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas é sábio.”

5 - Sim, peça sabedoria. Prov. 2:3
“Sim, se clamares por discernimento e levantares tua vor por entendimento.”

6 - Até quando terão prazer em zombar da sabedoria? Prov. 1:22
“Ó insensato, até quando amareis a insensatez? Até quando os que zombam se alegrarão na zombaria? Até quando os tolos odiarão o conhecimento?”

7 - Feliz a pessoa que acha sabedoria. Prov. 3:13
“Feliz é quem encontra a sabedoria e quem adquire entendimento.”

Não, podemos deixar de lado a sabedoria. É pura lou¬cura viver sem pedir sabedoria de Deus.

Precisamos pedir ao Senhor Deus diariamente: Ó Deus, dá-me sabedoria.

Pastoral publicada no boletim da Terceira Igreja Batista em Itaperuna em 21/08/2011 de autoria do Pr. Walber Fernandes da Silva