
Em 1752, Wesley escreveu um conjunto de regras, a que chamou de "compromissos corporativos", aplicáveis aos relacionamentos na igreja. Li-os recentemente e ainda os acho atuais e úteis.
Por essa época, seu contemporâneo Charles Simeon, escreveu alguns conselhos para ajudar os de sua igreja a lidarem com a maledicência. Também os achei valiosos.
Tomei a liberdade de editá-los, colocando-os como se fosse um decálogo, com o objetivo de nos auxiliar no domínio de nossa língua, esse fogo devorador que traduz o vai na nossa mente. Como ensinou Jesus: "a boca fala do que está cheio o coração" (Mateus 12.34).
Eis, então as regras:
1- Não darei ouvido, nem inquirirei voluntariamente sobre qualquer maledicência concernente a um de nós.
2- Se escutar algo maléfico com respeito a algum de nós, não acreditarei de imediato.
3- Comunicarei o que ouvi o mais breve possível, falando ou escrevendo, à pessoa em referência.
4- Não escreverei, nem direi uma sílaba sequer daquilo que me foi dito a qualquer pessoa, seja ela quem for antes do pleno esclarecimento do assunto. Depois disso, não mencionarei o que for comentado a qualquer pessoa.
5- Ouvirei a menor quantidade possível de coisas prejudiciais aos outros.
6- Não acreditarei em nenhuma delas, até que seja absolutamente forçado.
7- Nunca absorverei o espírito daquele que fala mal de outros e circula essas coisas.
8- Sempre moderarei, no que for possível, a crueldade expressa contra outros.
9- Sempre acreditarei que, se outro fosse ouvido, o assunto seria relatado de maneira bastante diferente.
10- Não abrirei nenhuma exceção a qualquer uma destas regras.
Ponha estas regras (sim, regras), para domar a sua língua (Tiago 3.8), porque, se alguém se considera religioso, mas não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo. Sua religião não tem valor algum! (Tiago 1.26).
Pastoral de, 24/09/2006 da Igreja (Batista de Itacuruçá - RJ. Autoria do pastor Israel Belo de Azevedo.
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